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Você já se pegou assistindo ao jogo do seu time do coração e, ao mesmo tempo, comentando a partida com amigos e outros torcedores no WhatsApp ou nas redes sociais? Se sim, saiba que você ajudou a fortalecer o fenômeno da segunda tela.

A segunda tela é um comportamento que se tornou muito comum entre os usuários de smartphones, tablets, computadores e notebooks. Trata-se de um conceito que explica as mudanças nas formas como as pessoas consomem e as empresas (especialmente as de mídia) produzem conteúdo.

Se esse é um assunto de seu interesse, então é melhor conferir este texto. Aqui vamos abordar a definição de segunda tela, sua relevância para os produtores de conteúdo, sua relação com a audiência mais jovem e as tendências para esse conceito.

Boa leitura!

O conceito de segunda tela

A segunda tela é o nome dado ao comportamento de adicionar um dispositivo para interagir com ou sobre um conteúdo transmitido em um meio de comunicação principal. O conceito também pode ser entendido como o ato de complementar, compartilhar ou expandir uma experiência estimulada pela programação de um dispositivo.

É o caso, por exemplo, de um programa de TV que coloca uma hashtag no ar para fazer com que o público interaja sobre o conteúdo por meio das redes sociais. As pessoas, ao mesmo tempo em que assistem à TV, podem estar em seus smartphones, tablets ou notebooks participando do programa com o uso da hashtag.

Para que você tenha uma ideia, uma pesquisa do Ibope Inteligência mostrou que 88% dos espectadores assistem TV e utilizam a internet ao mesmo tempo.

Exemplos de segunda tela

O MasterChef, reality show culinário da Band, é um programa que soube aproveitar muito bem o fenômeno da segunda tela. Apesar de não ser líder de audiência na TV, o programa é sempre um dos mais comentados se não for o mais do Twitter nos dias em que vai ao ar.

Outro exemplo vem de uma competição musical da Globo, o SuperStar. O programa tem um aplicativo em que os espectadores podem votar, ao vivo, em suas bandas favoritas e, com isso, ajudá-las a classificar para as fases seguintes.

A segunda tela aperfeiçoou um hábito

Note que a segunda tela não é um movimento criado a partir da mídia, mas o aproveitamento de um comportamento comum entre o público. Afinal, sempre foi um hábito das pessoas trocar opiniões sobre os programas de TV, sobre os filmes em cartaz no cinema ou das músicas veiculadas no rádio.

A diferença é que, com a internet móvel, as pessoas não precisam esperar um programa acabar ou sair de frente da TV para comentar com os seus amigos.

A partir desse costume, as empresas se aproveitaram para aprimorar essa experiência, incluindo ações como votações em tempo real, participação direta na programação, acompanhamento dos bastidores de uma atração, entre outras formas de interação.

A ideia de TV Social

A TV Social pode ser considerada um conceito subsequente e intimamente ligado ao de segunda tela. Na prática, ela acontece quando uma pessoa compartilha e conversa em sua rede social sobre um conteúdo enquanto assiste a um programa na TV.

No entanto, a TV Social não deve ser entendida apenas como um complemento da programação de uma emissora, mas como uma estratégia de comunicação que visa a estimular o engajamento do público. O objetivo não é só formar uma audiência maior, mas também mais participativa.

A importância da segunda tela para os produtores de conteúdo

A segunda tela representa uma oportunidade a mais para que as empresas, as emissoras e os produtores de conteúdo em geral possam interagir com o público. Mais do que isso, essa é uma maneira de integrar e atrair a atenção de espectadores que estão cada vez mais conectados em seus dispositivos móveis.

A programação que não expande o seu diálogo para as redes sociais, aplicativos e apps de mensagens não consegue criar uma conexão com esse público. Essa participação é muito importante não só para engajar a audiência, como também para coletar feedbacks imediatos. Isso ajuda a aprimorar o conteúdo e a ajustar o programa ao gosto dos espectadores.

Além do mais, a segunda tela traz aos espectadores a sensação de pertencimento. Essa é uma maneira de fazer com que eles notem que sua participação é importante e que faz alguma diferença.

Nesse caso, um bom exemplo vem do Programa do Porchat, talk show exibido pela Rede Record. Se os espectadores batem uma determinada meta de tweets com a hashtag do dia, um conteúdo exclusivo é liberado no canal do programa no YouTube.

A relação desse fenômeno com os jovens

Há uma ligação muito forte entre a segunda tela, os adolescentes e os jovens adultos. Esse público, composto tanto pela geração Y quanto pela geração Z ou seja, pessoas que nasceram dos anos 1980 para cá , cresceu com a evolução e com a consolidação dos novos dispositivos tecnológicos.

Portanto, esses espectadores encabeçam esse fenômeno. Tão difícil quanto encontrar uma pessoa entre 12 e 37 anos que não tenha um smartphone, computador ou notebook, é achar quem não utilize esses dispositivos enquanto consomem algum outro tipo de conteúdo seja em alguma emissora de TV, seja no Netflix, no YouTube, no rádio ou no cinema.

Uma outra pesquisa, feita pelas empresas SmithGeiger e Net2TV, revelou que a maioria da audiência jovem despendem mais a sua atenção nos dispositivos móveis (61%) do que na TV (18%). Esses dados nos levam a um questionamento que gostaríamos de trazer para vocês no próximo tópico.

A inversão hierárquica das telas

À medida que geração de millenials se expande, mais os smartphones se sobrepõem à TV como meio de consumo de informação e conteúdo, não é verdade? Essa mudança de perfil da audiência pode nos levar a uma inversão de fatores nesse conceito de segunda tela.

Afinal, para muitas pessoas, a tela principal é aquela dos smartphones, tablets, computadores e notebooks. Você já assistiu a um programa na TV, uma série no Netflix ou um vídeo no YouTube só porque ficou curioso com os comentários que viu em seu Facebook ou Twitter, por exemplo?

Esse é um hábito comum, além de ser um exemplo claro de como a hierarquia das plataformas se inverte. Quem trabalha com audiovisual não pode planejar qualquer conteúdo sem antes pensar na segunda tela. Esse é um comportamento habitual do público, sobretudo entre os mais jovens para ter sucesso, você deve se adaptar.

O tempo da comunicação unilateral e focada na TV se foi. Agora, se você quiser desenvolver um produto mais interessante para essa nova demanda, deverá planejá-lo para ser consumido, compartilhado e comentado em diferentes telas.

E então, gostou de compreender esse fenômeno que é a segunda tela? Então siga as nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram para acompanhar outros conteúdos como este.