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Diversas alterações na tecnologia ao longo do tempo afetaram o mercado de produção fonográfica, afetando diretamente a forma de se fazer e ouvir música. Hoje em dia público, artistas e gravadoras vivem um cenário bastante dinâmico e amplo devido à digitalização da música.

Neste cenário, serviços de transmissão online de música (que funcionam com a tecnologia de streaming) ganham força e se destacam, se popularizando no mundo todo.

De acordo com um relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), as receitas do mercado global de música gravada em 2015 atingiram US$ 15 bilhões, sendo as vendas na área digital responsáveis por mais da metade do faturamento com música gravada em 19 países. Somente o streaming representa 19% das receitas.

Essa tendência de mercado também se reflete no Brasil. Em 2015, as receitas do mercado fonográfico alcançaram R$ 316,5 milhões, sendo a distribuição digital responsável por 61% desse valor, informa a Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD).

Diversas empresas disponibilizam plataformas de streaming e várias outras estão surgindo a cada momento. E nestas plataformas estão disponíveis transmissões grátis e uma assinatura, onde o cliente que paga tem alguns benefícios a mais, como salvar músicas para ouvir offline ou montar playlists especiais.

O serviço pago vem ganhando a preferência do consumidor de música brasileiro. Segundo a ABPD, o faturamento dos serviços de streaming de video  por assinatura subiu 192% de 2014 para 2015, representando 35,5% das receitas com música digital.

Os maiores responsáveis por esta tendência de aderir a plataformas de streamins são os smartphones, que nos últimos tempos conquistaram uma grande adesão do público facilitando a realização de tarefas do dia a dia, como por exemplo ouvir música. A alteração se estende também ao maquinário de gravação, pois a digitalização impactou os meios de produção musical.

Hoje em dia artistas independentes consegue gravar suas músicas de forma caseira e mesmo assim manter a qualidade. O cenário de produção está, de certa forma, mais democrático. Os artistas dependem menos de gravadoras hoje em dia e podem se lançar na internet, tornando assim o processo mais barato e aumentando a quantidade de conteúdo. O processo de compartilhamento de músicas nas plataformas de streaming também é prático e – como já foi dito anteriormente- tem resultados bem satisfatórios, aumentando o interesse dos músicos em investirem neste meio.

O streaming fortalece o setor independente da música e ajuda a retirar o protagonismo das gravadoras na produção musical. Além disso, a venda de mídias físicas, como o CD, sofreu uma queda com o decorrer dos anos, recuando 4,5% no cenário mundial em 2015 e 19,3% só no cenário brasileiro. Diante desse cenário, artistas e gravadoras passaram a se dedicar mais às vendas de bilheteria de shows e na produção de mídias digitais.

Além disso,as próprias emissoras de rádio encontraram no próprio streaming um caminho a seguir para se manterem vivas. As rádios online estão virando tendência em todo o mundo.

Com os dados acima é possível perceber que a maioria do cenário de produção e divulgação mundial está aderindo ao streaming, por ser uma plataforma interessante para a divulgação de artistas independentes, para o fortalecimento das rádios e para manter vivo o trabalho musical de produtores e gravadoras.

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